A saúde indígena no Brasil

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open access
Type
Article
Date
2014
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Publisher
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira
Alternative Title
Indigenous health in Brazil
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Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira. Recife, PE, Brasil.
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Abstract
A população indígena brasileira "oficial", conforme o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 é composta de 896.917 habitantes, pouco menos de 0,5 % da população total do país. Além da surpresa que significa este numero tão exato, chama a atenção o aumento expressivo deste grupo nos últimos anos, que parece corresponder mais a mudanças nos critérios de identificação e não a fatores demográficos. Ainda assim representa uma fatia considerável da nossa população, que alguns consideraram quase em vias de extinção entre as décadas de 1950 e 1970, quando as cifras oficiais estimavam em torno de 120.000 os sobreviventes dos quase mil povos e cinco milhões de pessoas que os conquistadores portugueses encontraram nestas terras em 1500. A história da colonização européia nesses povos ameríndios mostra que em muitos países eles foram quase dizimados, em parte por extermínio direto em longas guerras, mas fundamentalmente pelas doenças infecciosas que aqueles conquistadores introduziram, às vezes de forma involuntária, como sarampo, gripe ou tuberculose, mas também de forma proposital, como os relatos de surtos de varíola quando as formas de contágio da doença já eram conhecidas. Tudo isto agravado por práticas escravocratas e situações de graves carências alimentares. Determinado em muito pelos constantes conflitos pela posse da terra, este último aspecto ainda é uma realidade para muitas etnias, com graves consequências na situação nutricional, especialmente no grupo materno-infantil, sendo assim uma das causas dos elevados indicadores de morbidade e mortalidade em crianças e mulheres, com taxas e coeficientes varias vezes superior a média brasileira.
Abstract
The 'official' indigenous population of Brazil, according to the 2010 Census of the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) is 896,917, a little under 0.5 % of the population of the country as a whole. In addition to the surprisingly exact figure, our attention is drawn to the significant rise in numbers of this group in recent years, which appears to be a result more from changes in the criteria used to identify indigenous individuals, than from demographic factors. Nevertheless, this is a considerable portion of the population, which some deemed to be on the path to extinction between the 1950s and 1970s, when official figures estimated around 120,000 survivors of the nearly one thousand nations and five million individuals who the Portuguese conquistadors found on these lands in 1500. The history of European colonization of these Amerindian peoples shows that, in many countries, they were virtually decimated, partly through outright extermination in the course of long wars, but especially because of infectious diseases introduced by the colonists, sometimes unwittingly, as was the case with measles, influenza and tuberculosis, but also intentionally, as is reported in the case of some outbreaks of smallpox, when the forms of contagion by the disease were already known. All of this was exacerbated by slavery and poor nutrition. Largely caused by constant conflicts over land rights, the latter afflicts many ethnic groups, with grave nutritional consequences, especially among mothers and children and is one of the causes of the high morbidity and mortality índices among women and children, with rates and coefficients far higher than the Brazilian average.
Abstract in Spanish
Abstract in French
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Keywords in Portuguese
FUNASA, Subsistema de Saúde Indígena, Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, Trabalho em Saúde, Política de Saúde Indígena
Keywords
Keywords in Spanish
Keywords in French
DeCS
Brasil, Índios Sul-Americanos, Saúde de Populações Indígenas, Política de Saúde, Doenças Transmissíveis, Atenção à Saúde, EDITORIAL [TIPO DE PUBLICAÇÃO]
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MAGGI, Ruben Schindler. A saúde indígena no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 14, n. 1, p. 13-14, jan./mar. 2014.
ISBN
ISSN
1519-3829
DOI
10.1590/S1519-38292014000100001
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