Situação epidemiológica da tuberculose na população indígena do Rio Grande do Sul: uma análise a partir dos dados do SINAN entre 2003 a 2012

dc.contributor.advisorLeite, Maurício Soares
dc.contributor.authorMendes, Anapaula Martins
dc.date.accessioned2019-08-07T19:45:24Z
dc.date.available2019-08-07T19:45:24Z
dc.date.issued2014
dc.degree.grantorUniversidade Federal de Santa Catarina
dc.degree.localFlorianópolis/SC
dc.description.abstractA tuberculose constitui um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, e é frequentemente mais grave no segmento indígena do país. O objetivo deste trabalho é de descrever a situação epidemiológica do agravo no Estado do Rio Grande do Sul segundo grupos de raça/cor a partir dos dados do SINAN, no período de 2003 a 2012; com ênfase na situação do segmento indígena. É um estudo analítico, descritivo e retrospectivo. As notificações foram analisadas segundo faixa etária, sexo, zona de residência, tipo de entrada, meios de diagnóstico, forma clínica, coinfecção por HIV, acompanhamento, tratamento supervisionado e situação de encerramento e grupos de raça/cor. Os dados de acompanhamento foram analisados em períodos (2003 a 2005, 2006 a 2008 e 2009 a 2012). Ao longo da década o número de casos novos foi de 47.644. De 2009 a 2012 as taxas médias de incidência apresentam menores oscilações, e foram de 39,8/100.000 para brancos, 61,7/100.000 em indígenas, 32,5/100.000 entre pardos, 128,9/100.000 para pretos e 38,4/100.000 hab. entre amarelos. Os casos acometem principalmente indivíduos adultos (20 a 39 anos), do sexo masculino, nas zonas urbanas. Indígenas apresentam maior percentual de notificações em menores de 10 anos (12%). A forma clínica pulmonar soma mais de 75% dos casos em todos os segmentos. A primeira baciloscopia de escarro não foi realizada em 27% dos casos entre indígenas. Na segunda baciloscopia o percentual de exames não realizados aumenta em todos os grupos de raça/cor e entre indígenas permanecem os maiores percentuais (31,3%). As maiores taxas de coinfecção por HIV foram encontradas entre pardos e pretos, 22% e 24,3%. Quanto às baciloscopias de controle, informações ignoradas ou em branco somadas aos exames não realizados somam mais de 50% em todos os períodos e grupos de raça/cor. A proporção de tratamentos diretamente observados aumentou ao longo da década, em todos os grupos. O encerramento dos casos por cura foi mais prevalente entre brancos, 66,2%. Indivíduos indígenas, pardos e pretos apresentam menores índices de cura. Pardos e pretos e apresentam maior suscetibilidade ao abandono do tratamento em relação aos brancos. O percentual de óbitos é maior entre indivíduos pardos. Há marcantes desigualdades entre os grupos de raça/cor; a situação indígena guarda semelhanças e diferenças frente a estudos realizados em outras regiões do país, mas é francamente desfavorável. Os resultados confirmam que a tuberculose é um real problema no Estado do Rio Grande do Sul e que as ações de diagnóstico, acompanhamento e tratamento dos casos não vêm acontecendo como previstas.
dc.identifier.citationMENDES, Anapaula Martins. Situação epidemiológica da tuberculose na população indígena do Rio Grande do Sul: uma análise a partir dos dados do SINAN entre 2003 a 2012. 2014. 95 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014
dc.identifier.urihttps://repositorio.bvspovosindigenas.fiocruz.br/handle/bvs/599
dc.language.isopor
dc.rightsopen accessen_US
dc.subject.decsEpidemiologia
dc.subject.decsTuberculose
dc.subject.decsSaúde de Populações Indígenas
dc.subject.otherBrasil
dc.subject.otherÍndios Sul-Americanos
dc.subject.otherSaúde de Populações Indígenas
dc.subject.otherEpidemiologia
dc.subject.otherRegião Sul
dc.subject.otherTuberculose
dc.subject.otherRio Grande do Sul
dc.subject.otherEstudos Epidemiológicos
dc.subject.otherDesigualdades em Saúde
dc.subject.otherSistemas de Informação em Saúde
dc.subject.otherDoenças Infeciciosas e Parasitárias
dc.titleSituação epidemiológica da tuberculose na população indígena do Rio Grande do Sul: uma análise a partir dos dados do SINAN entre 2003 a 2012
dc.typeDissertationen_US
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